eSocial: Exigência de CPF para todos os dependentes do IR

Vários posts tem sido realizados indicando uma mudança em relação a obrigatoriedade do CPF para dependentes. Estes destacam a obrigatoriedade da referida inscrição para os dependentes com 8 anos ou mais, relativamente a DIRPF 2018 ano base 2017, frente a nova redação do inciso III, art. 3º  da IN 1548/2015, combinada com parágrafo segundo do mesmo dispositivo.

Mas qual será o impacto para as empresas obrigadas ao eSocial a partir de janeiro/2018?

Nosso entendimento é que haverá exigência de CPF para todos os dependentes, independente da idade.

Por quê?

Por que a definição do inciso III determina a exigência de CPF para todos os dependentes, com uma dispensa, definida no parágrafo segundo, porém, restritiva ao ano base 2017, por tanto, para o ano base 2018, todos os dependentes devem ter inscrição.

Como a obrigatoriedade ao eSocial inicia em 2018, desta forma, já se estará tratando do ano base 2018, assim, a inserção dos dependentes deverá acontecer seguindo o norteamento do inciso III caput, não se aplicando a exceção do parágrafo segundo.

Esta é mais uma corrida para as empresas que entram na obrigação em janeiro 2018, que, segundo Resolução nº 3, do Comitê Diretivo do eSocialque trata do faseamento, deverão realizar o envio do evento do evento S-2200 – Cadastramento Inicial do Vínculo e Admissão/Ingresso de Trabalhador, entre março e abril/2018 (clique aqui para ler postagem sobre o prazo), já com todos os dependentes devidamente inscritos no CPF.

Bom trabalho a todos

Elisabete Jussara Bach

Diretora Executiva – CEO
Técnica Contábil CRC SC-017489/O
Bacharel em Direito
Bacharel em Sistemas de Informação
Especialista em Direito Tributário (em andamento)
MBA em Marketing pela FGV/RJ

 

Obrigatoriedade do eSocial – Escalonamento (faseamento)

É necessário cuidado com os prazos do eSocial, pois a Resolução nº 3, do Comitê Diretivo do eSocial alterou pontualmente somente alguns. Essencialmente o maior impacto será para os entes públicos e empregadores pessoas físicas, pois para os demais, o que, de fato, ocorreu foi o escalonamento do envio de alguns eventos, gerando, assim, entre oito dias a quatro meses de postergação do prazo para envio destes.

Os pontos de repercussão desta alteração são, substancialmente, dois. Destacamos a seguir cada um destes de forma específica para auxiliar a compreensão da extensão das alterações, já que, não se tratam mais de prazos estanques:

a) Início da obrigatoriedade:

A data de início de obrigatoriedade para os empregadores serão três:

    • 01/01/2018 – Grupo 1:
      Entidades empresariais que, em 2016, tiveram Receita Bruta superior a 78 milhões, com base nas informações declaradas na ECF. As personalidades jurídicas aqui destacadas são aquelas cuja natureza jurídica inicie com 2, conforme Anexo V da IN RFB 1634/2016 .
    • 01/07/2018 – Grupo 2:
      Demais empregadores não abrangidos nos grupos 1 ou 3, sejam estes pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos.
    • 01/01/2019 – Grupo 3:
      Entes públicos, assim considerados os empregadores cuja natureza jurídica inicie com 1, ou seja, pertençam a família “1. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA” do Anexo V da IN RFB 1634/2016.

b) Escalonamento de envio dos eventos:

Apesar de o início da obrigatoriedade ser em 01/01/2018, 01/07/2018 e 01/01/2019, conforme detalhado acima, o prazo de transmissão dos eventos não será imediato. Ele ocorrerá  de forma escalonada, por família de eventos e por grupo de empregadores:

Eventos de tabelas:  Grupo 1, de 08/01 a 28/02/2018; Grupo 2, de 16/07 a 31/08/2018 e Grupo 3, de 14/01 a 28/02/2019.

Eventos não periódicos:  Grupo 1, de 01/03 a 30/04/2018; Grupo 2, de 01/09 a 31/10/2018; Grupo 3, de 01 a 30/04/2019.

Eventos periódicos:  Grupo 1, a partir de 01/05/2018;  Grupo 2, a partir de 01/11/2018;  Grupo 3, a partir de 01/05/2019.

Eventos de SST:  Grupo 1 e 2, a partir de 01/01/2019; Grupo 3 a partir de 01/07/2019.

Para facilitar a compreensão criamos os quadros abaixo detalhando os prazos de envio qualificando por Evento,  Vencimento e Grupo de empresas.

Eventos de tabelas

Prazo de envio para Grupo 1

Prazo de envio para Grupo 2

Prazo de envio para Grupo 3

S-1000 – Informações do Empregador/Contribuinte/Órgão Público De 08/01/2018 a 28/02/2018

 

Todos os eventos com início de vigência em 01/01/2018

De 16/07/2018 a 31/08/2018

 

Todos os eventos com início de vigência em 01/07/2018

De 14/01/2019 a 28/02/2019

 

Todos os eventos com início de vigência em 01/01/2019

S-1005 – Tabela de Estabelecimentos, Obras ou Unidades de Órgãos Públicos
S-1010 – Tabela de Rubricas
S-1020 – Tabela de Lotações Tributárias
S-1030 – Tabela de Cargos/Empregos Público
S-1035 – Tabela de Carreiras Públicas
S-1040 – Tabela de Funções/Cargos em Comissão
S-1050 – Tabela de Horários/Turnos de Trabalho
S-1070 – Tabela de Processos Administrativos / Judiciais
S-1080 – Tabela de Operadores Portuários

Eventos não periódicos

Prazo de envio para Grupo 1

Prazo de envio para Grupo 2

Prazo de envio para Grupo 3

S-2190 – Admissão de Trabalhador – Registro Preliminar De 01/03/2018 a 30/04/2018

 

Todos os eventos com início de vigência em 01/03/2018.
Ou seja, trabalhadores demitidos antes de 01/03/2018 não precisam ser enviados.

De 01/09/2018 a 31/10/2018

 

Todos os eventos com início de vigência em 01/09/2018.
Ou seja, trabalhadores demitidos antes de 01/09/2018 não precisam ser enviados.

De 01/03/2019 a 30/04/2019

 

Todos os eventos com início de vigência em 01/03/2019.
Ou seja, trabalhadores demitidos antes de 01/03/2019  não precisam ser enviados.

S-2200 – Cadastramento Inicial do Vínculo e Admissão/Ingresso de Trabalhador
S-2205 – Alteração de Dados Cadastrais do Trabalhador
S-2206 – Alteração de Contrato de Trabalho
S-2230 – Afastamento Temporário
S-2250 – Aviso Prévio
S-2260 – Convocação para Trabalho Intermitente
S-2298 – Reintegração
S-2299 – Desligamento
S-2300 – Trabalhador Sem Vínculo de Emprego/Estatutário – Início
S-2306 – Trabalhador Sem Vínculo de Emprego/Estatutário – Alteração Contratual
S-2399 – Trabalhador Sem Vínculo de Emprego/Estatutário – Término
S-2400 – Cadastro de Benefícios Previdenciários – RPPS

Eventos periódicos

Prazo de envio para Grupo 1

Prazo de envio para Grupo 2

Prazo de envio para Grupo 3

S-1200 – Remuneração de trabalhador vinculado ao Regime Geral de Previd. Social A partir de 01/05/2018

 

Todos os eventos com início de vigência em 01/05/2018

A partir de 01/11/2018

 

Todos os eventos com início de vigência em 01/11/2018

A partir de 01/05/2019

 

Todos os eventos com início de vigência em 01/05/2019

S-1202 – Remuneração de servidor vinculado a Regime Próprio de Previd. Social
S-1207 – Benefícios previdenciários – RPPS
S-1210 – Pagamentos de Rendimentos do Trabalho
S-1250 – Aquisição de Produção Rural
S-1260 – Comercialização da Produção Rural Pessoa Física
S-1270 – Contratação de Trabalhadores Avulsos Não Portuários
S-1280 – Informações Complementares aos Eventos Periódicos
S-1295 – Solicitação de Totalização para Pagamento em Contingência
S-1298 – Reabertura dos Eventos Periódicos
S-1299 – Fechamento dos Eventos Periódicos
S-1300 – Contribuição Sindical Patronal

Eventos de SST

Prazo de envio para Grupo 1

Prazo de envio para Grupo 2

Prazo de envio para Grupo 3

S-1060 – Tabela de Ambientes de Trabalho A partir de 01/01/2019 A partir de 01/01/2019 A partir de 01/07/2019
S-2210 – Comunicação de Acidente de Trabalho
S-2220 – Monitoramento da Saúde do Trabalhador
S-2240 – Condições Ambientais do Trabalho – Fatores de Risco
S-2241 – Insalubridade, Periculosidade e Aposentadoria Especial

Se você é cliente da JB Software,  está obrigado em janeiro/2018 e não participou de nenhuma reunião de troca de conhecimento, por favor, entre em contato com a Franquia para saber como participar da próxima e assista as palestras e treinamentos na Wiki.

Caso não seja cliente, veja materiais disponibilizados nos posts eSocial na Prática: modelo de Plano de Ação e eSocial na Prática: modelo de Cartilha e Ficha p/Revisão Cadastral do Empregado.

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Elisabete Jussara Bach

Diretora Executiva – CEO
Técnica Contábil CRC SC-017489/O
Bacharel em Direito
Bacharel em Sistemas de Informação
Especialista em Direito Tributário (em andamento)
MBA em Marketing pela FGV/RJ

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eSocial – Grupo 1, Fase 1: Cumpri o prazo do escalonamento (faseamento)?
eSocial – Grupo 1, Fase 2: Prazos internos ao escalonamento (faseamento)
Desvendando o Faseamento do eSocial com José Alberto Maia

Recolhimento inferior ao salário mínimo não contará para aposentadoria

Através do ADE CODAC nº 38,  de 15/12/2017, foi instituído o código de recolhimento 1872 – Segurado Empregado – Recolhimento Mensal – Complemento de Previdência,  para ser utilizado pelos trabalhadores nos meses que não tenham alcançado, pelo menos, o valor do salário mínimo de acordo com o art. 911-A da CLT instituído pela MP 808/2017 .

Fica acrescentado o Art. 911-A, pelo Art. 1º da Medida Provisória nº 808, de 14.11.2017 (DOU de 14.11.2017 – EDIÇÃO EXTRA), vigência a partir de 14.11.2017.

Art. 911-A – O empregador efetuará o recolhimento das contribuições previdenciárias próprias e do trabalhador e o depósito do FGTS com base nos valores pagos no período mensal e fornecerá ao empregado comprovante do cumprimento dessas obrigações.

Parágrafo 1º – Os segurados enquadrados como empregados que, no somatório de remunerações auferidas de um ou mais empregadores no período de um mês, independentemente do tipo de contrato de trabalho, receberem remuneração inferior ao salário mínimo mensal, poderão recolher ao Regime Geral de Previdência Social a diferença entre a remuneração recebida e o valor do salário mínimo mensal, em que incidirá a mesma alíquota aplicada à contribuição do trabalhador retida pelo empregador.

Parágrafo 2º Na hipótese de não ser feito o recolhimento complementar previsto no parágrafo 1º, o mês em que a remuneração total recebida pelo segurado de um ou mais empregadores for menor que o salário mínimo mensal não será considerado para fins de aquisição e manutenção de qualidade de segurado do Regime Geral de Previdência Social nem para cumprimento dos períodos de carência para concessão dos benefícios previdenciários.

Griffo nosso

É importante ressaltar que, pelo texto  supra sitado, em havendo falta de recolhimento complementar, a competência não será caracterizada para fins do cômputo do tempo de contribuição para concessão de aposentadoria ou benefícios.

A normatização carece de regulamentação e  maiores explicações em relação as situações que serão caracterizados recolhimentos inferiores, porém é imprescindível que os trabalhadores em geral sejam comunicados sobre a possibilidade de, durante a vigência da MP e após, se esta vir a ser convertida em lei, poderem ter os meses com recolhimento, cuja a base é inferior ao salário mínimo, desconsideradas do tempo de contribuição.

Elisabete Jussara Bach

Diretora Executiva – CEO
Técnica Contábil CRC SC-017489/O
Bacharem em Direito
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Especialista em Direito Tributário (em andamento)
MBA em Marketingpela FGV/RJ

Cancelamento de adesão antecipada ao eSocial para janeiro/2018 poderá ocorrer até dia 20/12

As empresas que realizaram a adesão antecipada ao eSocial para janeiro de 2018, conforme notícia publicada em 04/12/2017, poderão anular este comando até dia 20/12/2017. Essa opção será irretratável a partir de 21/12/2017.

Para isso, deverão acessar o eSocial no endereço https://login.esocial.gov.br/login.aspx, – utilizando certificado digital – e clicar no botão “ANULAR OPÇÃO”.

A opção de Adesão Antecipada ao eSocial sujeita as empresas aos mesmos prazos e efeitos jurídicos aplicáveis às empresas do primeiro grupo, conforme resolução nº 03 de 2017 do Comitê Diretivo do eSocial.

Estão obrigadas a utilizar o eSocial a partir de janeiro de 2018 as empresas integrantes do primeiro grupo (entidades integrantes do “Grupo 2 – Entidades Empresariais” do Anexo V da Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 2016, com faturamento no ano de 2016 acima de setenta e oito milhões de reais).

Além delas, poderão optar pela antecipação da obrigatoriedade as entidades integrantes do “Grupo 2 – Entidades Empresariais” do Anexo V da Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 2016, com faturamento no ano-calendário de 2016, menor ou igual a setenta e oito milhões de reais, e as entidades integrantes do “Grupo 3 – Entidades Sem Fins Lucrativos”.

Fonte: portal.esocial.gov.br

eSocial será implantado em cinco fases a partir de janeiro de 2018

Quando totalmente implementado, eSocial reunirá informações de mais de 44 milhões de trabalhadores


O Comitê Gestor do eSocial anunciou nesta quarta-feira (29) o cronograma de implantação do programa, que será implantado em cinco fases a partir do primeiro semestre de 2018. Neste primeiro momento, a medida é voltada para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais, que passam ter a utilização obrigatória do programa a partir de 8 de janeiro de 2018. Esse grupo representa 13.707 mil empresas e cerca de 15 milhões de trabalhadores, o que representa aproximadamente 1/3 do total de trabalhadores do país.

A implantação em cinco fases também será adotada para as demais empresas privadas do país, incluindo micros e pequenas empresas e MEIs que possuam empregados, cuja utilização obrigatória está prevista para 16 de julho do ano que vem. Já para os órgãos públicos, o eSocial torna-se obrigatório a partir de 14 de janeiro de 2019. Quando totalmente implementado, o eSocial reunirá informações de mais de 44 milhões de trabalhadores do setor público e privado do país em um único sistema.

Conforme explicou o assessor especial para o eSocial, Altemir Linhares de Melo, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (29), em Brasília, o envio de obrigações pelas empresas em etapas para o eSocial é uma resposta do governo às solicitações realizadas pelas empresas e confederações participantes do projeto com o objetivo de garantir segurança e eficiência para a entrada em operação do programa. No entanto, Altemir enfatizou que o eSocial está 100% pronto para implantação e que a adoção do faseamento foi uma forma de garantir uma entrada em produção mais amena e facilitar a adaptação das empresas ao projeto.

As empresas que descumprirem o envio de informações por meio do eSocial estarão sujeitos a aplicação de penalidades e multa. Mas o assessor garantiu que o foco do programa não é a penalização, mas garantir o ingresso de todo o mundo do trabalho do país no ambiente tecnológico do eSocial e, sobretudo, estimular o ambiente de negócios do país.

Além disso, Linhares destacou a importância do eSocial sobre dois aspectos: “o programa amplia a capacidade de fiscalização do Estado e melhora a formulação de políticas públicas do país, já que o governo contará com uma informação única, consistente e de validade”, enfatizou.

Confira abaixo o cronograma de implantação:

Etapa 1 – Empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões

Fase 1: Janeiro/18 – Apenas informações relativas às empresas, ou seja, cadastros do empregador e tabelas

Fase 2: Março/18: Nesta fase, empresas passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos com as empresas (eventos não periódicos), como admissões, afastamentos e desligamentos

Fase 3: Maio/18: Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento

Fase 4: Julho/18: Substituição da GFIP (Guia de Informações à Previdência Social) e compensação cruzada

Fase 5: Janeiro/19: Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador

Etapa 2 – Demais empresas privadas, incluindo Simples, MEIs e pessoas físicas (que possuam empregados)

Fase 1: Julho/18 – Apenas informações relativas às empresas, ou seja, cadastros do empregador e tabelas

Fase 2: Set/18: Nesta fase, empresas passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos com as empresas (eventos não periódicos), como admissões, afastamentos e desligamentos

Fase 3: Nov/18: Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento

Fase 4: Janeiro/19: Substituição da GFIP (Guia de informações à Previdência Social) e compensação cruzada

Fase 5: Janeiro/19: Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador

Etapa 3 – Entes Públicos

Fase 1: Janeiro/19 – Apenas informações relativas aos órgãos, ou seja, cadastros dos empregadores e tabelas

Fase 2: Março/19: Nesta fase, entes passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos servidores e seus vínculos com os órgãos (eventos não periódicos) Ex: admissões, afastamentos e desligamentos

Fase 3: Maio/19: Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento

Fase 4: Julho/19: Substituição da GFIP (guia de informações à Previdência) e compensação cruzada

Fase 5: Julho/19: Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador

Entenda o eSocial

Obrigatório no país a partir de janeiro de 2018, o eSocial será a nova forma de prestação de informações do mundo do trabalho que entrará em vigor no Brasil e integrará a rotina de mais de 18 milhões de empregadores e 44 milhões de trabalhadores. O eSocial é um projeto conjunto do governo federal que integra Ministério do Trabalho, Caixa Econômica, Secretaria de Previdência, INSS e Receita Federal.

A iniciativa permitirá que todas as empresas brasileiras possam realizar o cumprimento de suas obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias de forma unificada e organizada, reduzindo custos, processos e tempo gastos hoje pelas empresas com essas ações.

Na prática, o eSocial instituirá uma forma mais simples, barata e eficiente para que as empresas possam cumprir suas obrigações com o poder público e com seus próprios funcionários. Quando totalmente implementado, o eSocial representará a substituição de 15 prestações de informações ao governo – como GFIP, RAIS, CAGED e DIRF – por apenas uma.

Além disso, o eSocial também não introduzirá nenhuma nova obrigação ao setor empresarial. As informações que serão encaminhadas ao programa já precisam ser registradas hoje pelas empresas em diferentes datas e meios, alguns deles ainda em papel.

Além dos avanços que traz ao setor produtivo – por meio da redução de burocracia e do ganho de produtividade – o eSocial também beneficiará diretamente a classe trabalhadora, uma vez que será capaz de assegurar de forma mais efetiva o acesso aos direitos trabalhistas e previdenciários.

A exemplo do módulo do eSocial voltado ao empregador doméstico, já em funcionamento desde de 2015, está sendo desenvolvida uma plataforma simplificada que também será direcionada a outras categorias de empregadores como as micro e pequenas empresas, MEIs – micro empreendedores individuais – e segurados especiais, por exemplo.

Fonte: esocial.gov.br

Confira a Resolução do Comitê Diretivo na íntegra acessando o Diário Oficial da União.

eSocial na Prática: modelo de Plano de Ação

Como indicamos por várias vezes, o eSocial será a vida do Departamento pessoal.

Dando continuidade ao propósito de auxiliar  os profissionais deste setor no processo de transição, ou seja, na implantação do eSocial, vimos, neste post, disponibilizar mais um formulário.

Trata-se agora de um modelo de Plano de Ação com base na teoria 5W2H, esperamos que seja útil e que os senhores gostem do modelo

Aos nossos clientes pedimos que, antes de iniciar o uso deste e dos demais formulários, assistam os vídeos disponibilizados em nossa wiki, onde explanamos a modalidade de uso na Palestra de Implantação do eSocial, bem como nos episódios da Trilogia do eSocial.

Aproveitem para deixar aqui um recado para nossas equipes.

Em caso de dúvidas, entre em contato com nossa equipe clicando aqui.

Atenciosamente,

JB Software
Equipe JB Folha e JB Suporte

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Modelo de Plano de ação

MP 808/2017 – alteração da Lei 13.467/17 (Reforma Trabalhista)

Mal a reforma trabalhista entrou em vigor e já saiu uma MP (esperada) alterando o texto original.
Segue o resumo das novidades e alterações (por Vólia Bomfim Conteúdo Acadêmico)

– Aplicação integral da Lei 13.467/17 aos contratos em curso;
– Jornada 12×36, por acordo individual, apenas para entidades atuantes no setor de saúde, ainda sem feriado; para as demais atividades só por norma coletiva;
– Indenizações por danos morais parametrizadas pelo teto do regime geral da previdência social RGPS e ampliação dos bens imateriais indenizáveis;
– Acidentes fatais não estarão sujeitos a limites ou parâmetros pré-estabelecidos e conceito de reincidência;
– Empregadas gestantes e lactantes ficam afastadas de quaisquer atividades insalubres enquanto durar a gestação/amamentação, salvo em grau médio ou mínimo, desde que voluntariamente apresentem laudo que autorize a permanecia nas atividades. Além disso, se afastada do local insalubre perde o adicional;
– Autônomo exclusivo poderá ter vínculo de emprego reconhecido, se presentes os elementos do art. 3o da CLT.
– Motorista, corretores de imóveis, representantes comerciais e parceiros, preenchidos os requisitos das suas leis, não são empregados;
– Contrato de trabalho intermitente inativo por mais de um ano será considerado rescindido. Previdência recolhida pelo próprio para complementar valor mensal e ser segurado; trabalhador tem 24h para responder chamado; pagamento até o 5o dia útil do mês subsequente;
– Ajuda de custo não integra, desde que não exceda 50% da remuneração mensal.
– retorno do p. 4o do artigo 457 CLT – gorjeta não é receita própria do empregador …,
– Prêmios por desempenhado superior ao ordinário não integram o salário, desde que pagos por até duas vezes ao ano.
– Acordo ou convenção coletiva a respeito do enquadramento do grau de insalubridade prevalecerá sobre lei, desde que respeitando as normas de SST e normas regulamentadoras (NRs) do MTE.
– Trabalhador intermitente não poderá sofrer multa, ainda que tendo aceito a convocação, não compareça para trabalhar.
– Gratificação de função integra o salário.
– Quarentena de 18 meses para empregado demitido, que fica impedido de ser contratado como intermitente neste período.

Para acessar o texto completo da MP 808 clique aqui.

Bons estudos.

eSocial na Prática: modelo de Cartilha e Ficha p/Revisão Cadastral do Empregado

A JB Software, seguindo as diretrizes de sua missão, vem aqui disponibilizar dois formulários:

  • Cartilha de procedimentos do eSocial
  • Ficha para revisão cadastral do trabalhador.

Aos nossos clientes pedimos que, antes de iniciar o uso destes formulários, assistam os vídeos disponibilizados em nossa wiki, onde instruímos processos de como emitir o formulário de cadastro em nossa aplicação JB Folha.

Esperamos que com a divulgação destas duas peças possamos ajudar no processo de implantação do eSocial.

Em caso de dúvidas, entre em contato com nossa equipe clicando aqui.

Atenciosamente,

JB Software
Equipe JB Folha e JB Suporte

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Modelo de cartilha do eSocial-JB Software

Modelo de Formulário de revisão cadastral

Mercado de trabalho x Cenário Atual

O mercado de trabalho atual requer atenção dos profissionais apontando de forma mais severa as competências necessárias neste novo cenário. Destacando-se a capacidade de adaptação e a resiliência como diferencias competitivos. Outros fatores se destacam, como: ferramentas tecnológicas, novas formas de hierarquia, multifuncionalidade, dinamismo e estabelecem uma nova maneira de pensar e agir. O aumento da comunicação e da possibilidade de compartilhar ideias também chega como uma das principais mudanças no mercado de trabalho, exigindo maior interação entre colaboradores, o que cria mais possibilidades de crescimento, consequentemente, chances maiores para que suas carreiras sejam moldadas de forma mais acertada, além de apresentar um cenário mais promissor e cheio de oportunidades.

Roberto Shinyashiki, ao longo de sua carreira, vem alertando sobre as mudanças de cenários, mostrando as ameaças e, principalmente, lembrando que as empresas campeãs são formadas por pessoas vencedoras.

Sabemos que as relações de trabalho mudaram nos últimos anos, a tranquilidade deu lugar à instabilidade exigindo dos profissionais o acompanhamento destas mudanças através do auto desenvolvimento e consequentemente um processo de evolução contínua. Hoje, o mundo tem a inconstância de um vulcão ativo, o que faz com que profissionais de todas as áreas sejam desafiados o tempo todo. Garra e determinação já não são mais suficientes para enfrentar os contínuos desafios, precisamos de muito mais! Estamos em plena era do caos e poucas pessoas se dão conta disso. Estabilidade atualmente é uma palavra proibida e acomodação virou nome feio. Todos nós precisamos ter a ousadia e sair para desbravar novos horizontes sem medo do desconhecido, pois transformações são intensas e quem não mudar ficará para trás.

Pessoas com grande flexibilidade e curiosidade vão trazer vantagens para si e para suas empresas.

Dicas para atuação eficiente neste novo cenário:

  • Amplie seu conhecimento, pois a concorrência esta acirrada.
  • Desenvolva um perfil mais empreendedor
  • Busque um diferencial competitivo
  • Adote uma disciplina financeira
  • Faça da sua profissão um negócio
  • Ganhe visibilidade
  • Tenha diferencial competitivo
  • Adapte-se rapidamente as mudanças
  • Fortaleça sua marca.

 

Patricia Souza  
P&P – Desenvolvimento Humano e Organizacional.
http://www.pepconsultoria.com/

 

Como gerenciar conflitos de gerações

Nunca o conflito entre colaboradores nas empresas foi tão intenso como atualmente, quando até cinco gerações estão atuando simultaneamente no mesmo espaço corporativo. Idades, perspectivas, aspirações e visão de mundo tão diferentes podem afetar não apenas o clima corporativo, como comprometer os resultados de uma empresa, como mostra pesquisa realizada pela consultoria norte-americana VitalSmarts com mais de 1.300 gestores. A pesquisa concluiu que pelo menos cinco horas de trabalho por semana são desperdiçadas em razão das diferenças que envolvem faixas etárias distintas. Esse tempo gasto representa uma perda de 12% no faturamento dos negócios. Mas é possível minimizar este conflito e até tirar proveito da situação, segundo Pollyana Dias Silva, diretora de RH e gestora de treinamento da rede de escolas de informática e inglês Microcamp.

Independentemente da geração do profissional, o objetivo principal de uma empresa é obter lucro, por isso é importante trabalhar a tolerância, o respeito e a capacidade de atuar em equipe”, ressalta Pollyana, que está à frente de um projeto que prepara jovens da geração Y na área comportamental para o mercado de trabalho e dá outras dicas de como manter um ambiente harmonioso e produtivo numa empresa, a despeito das disparidades de seus colaboradores.

1. Mantenha um bom relacionamento com os colaboradores
“Se o objetivo é a boa convivência no ambiente de trabalho, o exemplo deve vir do líder”, observa Pollyana. “Ele deve promover a integração e a diversidade, ter atitudes positivas de forma a engajar o grupo e trazer resultados positivos para a empresa”.

2. Desperte o espírito de tolerância
Há pessoas que são adeptas a métodos tradicionais, que seguem manuais; outras preferem ferramentas mais detalhadas de forma tecnológica e outras simplesmente diversificam várias ferramentas simultaneamente. “O maior desafio de um líder é criar um ambiente em que o espírito de tolerância prevaleça e que todos conheçam e respeitem o processo de evolução de uma geração para outra e entendam que um pode completar o outro”, sugere a consultora.

3. Entenda o comportamento e os objetivos de cada geração
De acordo com a especialista, é preciso valorizar o conhecimento, a experiência e as competências de cada membro da equipe, mostrando como cada um fortalece o conjunto. “Só assim o líder vai poder elaborar estratégias que estimulem cada colaborador a buscar o aprimoramento e crescimento profissional.”

4. Invista em treinamentos comportamentais
A maior dificuldade dos jovens atualmente é a falta de qualificação comportamental. Por isso, conforme Pollyana, é importante promover o desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores por meio de palestras e treinamentos onde se propõe a discussão de temas pertinentes com o mercado profissional. “Temas como persuasão, negociação, comunicação assertiva, escuta ativa e inteligência emocional, projeto de vida, habilidades vencedoras, marketing pessoal, comportamento profissional, criatividade e inovação, são bastante adequados”, enumera a gestora. “Além disso, promova dinâmicas de grupo, trabalhe com ferramentas como coaching e teambuilding (construção de equipe) que podem ajudar bastante, pois essas iniciativas favorecem o estreitamento das relações, minimizam a possibilidade de conflito entre gerações e consequentemente melhoram o desempenho e a produtividade”, complementa.

5. Estimule a troca de experiência
“As pessoas precisam entender que nenhum profissional possui todas as competências necessárias a todos os seus processos; e que a evolução profissional depende do aprendizado, que por sua vez depende da troca de experiências. Uma geração aprende com a outra. Tire os colaboradores de sua zona de conforto. As gerações anteriores, naturalmente mais conservadoras, precisam entender que os mais novos são mais inovadores, têm mais energia, motivação e habilidade para lidar com o novo. Já as gerações mais novas precisam aprender a controlar a ansiedade, a atingir o equilíbrio e aprender com a sobriedade dos mais velhos, têm se colocar no lugar do outro.

Pollyana Dias Silva
Publicado:  21/09/2017 em http://www.revistamelhor.com.br/5-dicas-de-como-gerenciar-conflitos-de-geracoes/