Garantia estendida não integra base de cálculo do ICMS, diz STJ

O valor pago pelo consumidor a título de garantia estendida de produto não integra a base de cálculo do ICMS incidente sobre a operação. Esse é o entendimento da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao negar recurso do Estado de Minas Gerais.

De acordo com nota publicada pelo STJ, a Fazenda estadual mineira recorreu à Corte alegando que a garantia estendida oferecida ao consumidor integraria a base de cálculo do imposto por compor operação comercial.

Para a Turma, o pagamento desse valor não está sujeito à cobrança de ICMS porque é de adesão voluntária, podendo ou não ser contratado diretamente pelo consumidor final. Não se trata, portanto, de valor pago pelo vendedor para depois ser exigido do comprador na composição do preço da operação, indispensável para o fechamento do negócio.

“A questão é de interesse nacional, tanto que vários estados pediram ingresso no processo na qualidade de amicus curiae, o que foi deferido ao Rio de Janeiro, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Distrito Federal”, aponta nota.

Seguro
Segundo o relator, ministro Benedito Gonçalves, a garantia estendida é uma modalidade de seguro regulamentada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNPS). Apesar de ser rotineiramente oferecida pelas empresas que vendem a mercadoria, a contratação do seguro é voluntária e estabelece uma relação entre o consumidor e uma seguradora. A loja é apenas intermediária desse negócio, observou o ministro.
A Resolução 296/13 do CNPS, no seu artigo 13º, esclarece expressamente que “fica vedado condicionar a compra do bem à contratação do seguro de garantia estendida, assim como condicionar a concessão de desconto no seu preço à aquisição do seguro”.

Gonçalves observou que a cobrança do ICMS não está limitada ao preço da mercadoria, mas pode abranger os valores relativos às condições estabelecidas e exigidas do comprador como pressuposto para realização do negócio. Isso pode incluir seguros, juros, frete, entre outros encargos, desde que componham o preço da operação.

Na última terça-feira (10), o ministro Sérgio Kukina apresentou seu voto-vista acompanhando o entendimento do relator, que foi seguido também por todos os demais ministros do colegiado.

Honorários
No outro polo da ação a Globex Utilidades (hoje, Pontofrio), que também recorreu ao STJ pedindo o aumento dos honorários de sucumbência, pagos pela parte que perde a ação. O recurso foi provido.
Os ministros consideraram irrisórios os honorários fixados pelo Tribunal de Justiça mineiro no valor de R$ 20 mil.
Seguindo o voto do relator, conforme a nota à imprensa, a Turma fixou os honorários em 3% sobre o valor da causa, que é de R$ 4,6 milhões, ou seja, em R$ 138 mil, sem considerar a atualização monetária.

Corrigir a tabela do Imposto de Renda é urgente

leao_irEm meio a um conjunto de aumento de impostos e de restrições ao crédito, a inflação volta a mostrar suas garras. Em janeiro, atingiu 1,24%, a maior elevação para o período em 12 anos. Como se não bastasse, o governo silencia sobre a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física, uma regra compulsória aplicada sobre o salário do trabalhador, da qual é impossível escapar. Ou seja, a política de arrocho imposta pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, corrói a renda do trabalhador no varejo e no atacado; na ponta da compra e na ponta do ganho.

O veto da presidente Dilma Rousseff (PT) à correção de 6,5% na tabela do IR, aprovada em dezembro pelo Congresso Nacional, traz à tona o debate sobre a defasagem acumulada desde 1996, que já chega a estratosféricos 64%, de acordo com estudo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). A justificativa do governo é que a alíquota causaria uma baixa de R$ 7 bilhões no orçamento federal. Parece muito, mas, aparentemente, é menos do que a corrupção subtraiu da Petrobras.

Ainda segundo o Sindifisco, se a presidente tivesse sancionado a correção de 6,5%, os trabalhadores com ganhos até R$ 1.903,38 ficariam isentos. Atualmente, quem tem rendimento acima de R$ 1.787,00 já é contribuinte. Um absurdo, diga-se de passagem. Para efeito de comparação, nos últimos 19 anos, entre 1996 e 2014, a tabela foi atualizada em 98,6%, enquanto o IPCA, que mede a inflação oficial do País, subiu 226,3%. Defasagens acumuladas à parte, o debate que se impõe no momento não é sobre perdas passadas, na medida em que seria impossível recuperar de uma só vez tudo o que foi sugado do bolso do trabalhador em anos; o que se impõe é a definição de um percentual, mínimo que seja, que reduza a carga de descontos no contracheque nosso de cada mês.

Com o veto aos 6,5%, o governo se comprometeu a encaminhar uma nova medida provisória ao Congresso, atualizando a tabela em 4,5% — pouco, mas melhor do que nada —, algo que não fez até agora. Com isso, o trabalhador segue pagando mais do que deve e o governo arrecadando mais do que seria justo ou merecido. O que surpreende em tudo isso é o silêncio das centrais sindicais. Em outros tempos, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), tido como um dos sindicatos mais combativos do País, já teria tomado as ruas em protesto contra esse verdadeiro confisco tributário. Mas não é o que se vê. Aliás, foram as próprias centrais que concordaram com o reajuste anual de 4,5% proposto pela presidente Dilma em seu primeiro mandato, tendo como base o centro da meta de inflação. Só que durante o período, a inflação esteve sempre mais próxima do teto que do centro, o que explica a evolução do descompasso entre a tabela e o custo de vida.

Resta saber se o governo, caso venha a corrigir as alíquotas do Imposto de Renda nos próximos meses, adotará o efeito retroativo sobre o período em que o contribuinte recolheu imposto a mais. Segundo avaliação de tributaristas, esta devolução poderia ser feita de duas formas. Na primeira delas, as empresas compensariam o que foi retido a mais na fonte. Na segunda, a compensação seria feita na declaração do IR a ser entregue em 2016. Qualquer uma da hipóteses não repõem as perdas nem encerra a questão, mas já representaria um alívio ao orçamento do trabalhador.

Fonte: Jornal do Comércio RS

Informações do “eSocial”: Status do projeto e próximos passos

Tenho sido bastante questionado sobre o “eSocial”, afinal, é enorme a expectativa das empresas em saber como estão as tratativas com o Comitê Gestor, a divulgação dos manuais  técnicos e a nova versão (2.0) dos leiautes, além do cronograma oficial de implantação – esperava-se que seriam publicados ainda em dezembro/2014, o que não ocorreu.

Primeiramente, é relevante considerar que ocorreram grandes mudanças na composição do Comitê Gestor do eSocial.

Desde 2010, quando se iniciaram os debates sobre esta nova obrigação federal, os auditores-fiscais Daniel Belmiro Fontes (Coordenador de Sistemas de Fiscalização) e Samuel Kruger, foram então indicados representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) no projeto. No entanto, recentemente, ambos foram designados para novos comitês, de modo que, devem ser supridas as respectivas vagas deixadas no Comitê Gestor do eSocial – situação que, por si só, já atrasaria o andamento dos trabalhos.

A título ilustrativo, a Portaria 1/2015 da Secretaria da Micro e Pequena Empresa nomeou Daniel Belmiro Fontes como suplente na vaga de Secretário da Receita Federal do Brasil no Comitê para a Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM).

Não obstante esta mudança ocorrida no Comitê Gestor do eSocial, as turbulências inerentes à mudança de mandato presidencial, aliadas à edição de algumas Medidas Provisórias que impactaram no projeto (como é o caso da MP 664/2014), não permitiram que fosse cumprido o cronograma pactuado no âmbito dos Grupo de Trabalho.

Reitero, porém, que os envolvidos estão trabalhando intensamente para que referida publicação ocorra ainda em fevereiro/2015. Vamos aguardar!

Fabio João Rodrigues – Advogado e Consultor Jurídico-Empresarial

Novo prazo da declaração ao COAF para contadores

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio de comunicado, emitido no dia 28 de janeiro de 2015, prorrogou o prazo final de entrega da declaração negativa para o COAF de 31 de janeiro para 28 de fevereiro de 2015.

A comunicação negativa é obrigatória aos profissionais da Contabilidade e ou Organizações Contábeis que realizaram, mesmo que eventualmente, serviços de assessoria, consultoria, contadoria, auditoria, aconselhamento ou assistência, citado na Lei nº 9.613/98 alterada pela Lei nº 12.683/12 e regulamentado pela Resolução CFC nº 1.445/13.

Inclusive o CFC criou uma cartilha com perguntas e respostas sobre a aplicação da Resolução CFC n.º 1.445/13 para auxiliar os contabilistas que se encontra disponível no seu portal, clique aqui para acesso.

Veja a integra a Lei nº 9.613/98 e também a Resolução CFC nº 1.445/13.

 

Por Éder Luciano Falcade
Gestor da Trisoftcon – Franquia da JB Software para Curitiba/PR e região.

3° ENESCON/SC

Ocorreu nos dias 28 e 29 de janeiro, em Blumenau, o 3° ENESCON – Encontro dos Empresários de Serviços Contábeis e de Assessoramento do Estado de Santa Catarina.

Auditório do Teatro Carlos Gomes

Auditório do Teatro Carlos Gomes.

Com o intuito de apoiar o segmento contábil, a JB Software foi patrocinadora de mais esta edição do evento, tido como o maior evento do setor contábil de Santa Catarina e apresentou suas novidades ao mercado.

O evento contou com palestrantes de renome nacional e reuniu os empresários do setor para troca de experiências, debater, avaliar tendências e buscar soluções para os novos desafios.

Elisabete J. Bach (JB) e Adilson Cordeiro (CRCSC).

Elisabete J. Bach (JB) e Adilson Cordeiro (CRCSC).

Marcelo da Silva   (Sindicont Joinville)

Marcelo da Silva   (Sindicont Joinville).

Avaci Gazoni (C)

Avaci Gazoni (C).

Elisabete J. Bach (JB) e Zenaide Carvalho (palestrante)

Elisabete J. Bach (JB) e Zenaide Carvalho (palestrante).

Participaram profissionais de todas as regiões do estado, além da presença de representantes de outros estados, como Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Pernambuco.

A JB Software, como empresa inovadora, ofereceu um brinde personalizado para cada inscrito e os felizardos Marli Petry Francener, Jonas Camargo Wolff Filho e Marcio Kühne foram os ganhadores dos três prêmios sorteados no final do evento.

Palestra "Equilibrando sua vida pessoal e profissional"

Palestra “Equilibrando sua vida pessoal e profissional”.

Visita dos participantes ao stand da JB Software

Visita dos participantes ao stand da JB Software.

Marli Petry Francener (D)

Marli Petry Francener (D).

Jonas Camargo Wolff Filho (D)

Jonas Camargo Wolff Filho (D).

Márcio Kühne (D)

Márcio Kühne (D).

A JB Software agradece a visita de todos e parabeniza os organizadores pela realização do evento.

Tabela do IRRF para 2015 ainda não saiu – use a de 2014!

leao_irAinda não há tabela de IRRF para 2015.
A orientação é continuar usando a tabela de 2014 até que se tenha uma definição.
A MP 656/14 trouxe um reajuste de 6,5% mas que não foi apreciado e não deve ser sancionado pela Presidente Dilma.
Então, ficamos no que não ainda não temos, usem a tabela de 2014 por enquanto.
Leia a seguir matéria publicada no O Globo no dia 13/01/2015, onde o ministro diz que nem ele sabe… eheheheh…
Link: http://oglobo.globo.com/economia/joaquim-levy-diz-que-ainda-nao-ha-decisao-sobre-correcao-da-tabela-do-ir-15038609

Um excelente 2015 para todos!

Zenaide.

Como atualizar a tabela do INSS para o SEFIP

Foi liberado o arquivo de atualização da Tabela de INSS para o programa SEFIP.
Orientações:

a) Carga automática
Abra o SEFIP e ir em Ferramentas > Carga manual de tabelas > Auxiliares – INSS > Automático.
Aguarde pela mensagem de que o procedimento foi realizado com sucesso.

b) Carga manual
Caso a carga automática falhe, efetue a carga manual da seguinte forma:
– Abra o site da CEF: www.caixa.gov.br.
– Clique em Downloads.
– Vá até a letra F > FGTS – SEFIP/GRF.
– Procure pelo arquivo “AUXILIAR_01_2015.zip” (último da lista), baixe e descompacte.
– Abra o SEFIP e ir em Ferramentas > Carga manual de tabelas > Auxiliares – INSS > Manual.
– Procure pelo diretório onde foi descompactado “AUXILIAR_01_2015.zip” e faça a carga do arquivo “AUXILIAR.TXT”.

Para conferir se o procedimento foi realizado com sucesso acesse em Exibir > Tabelas INSS, arraste a barra de rolagem até o final e observe se existem as faixas para 2015.

Vem aí o 3° ENESCON/SC

Vem aí o 3º ENESCON/SC.

Importante: divulgada a tabela de INSS e salário-família para 2015

Foi divulgada hoje no Diário Oficial da União a Portaria Interministerial nº 13 que dispõe sobre o reajuste dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e dos demais valores constantes do Regulamento da Previdência Social – RPS.

A nova Tabela do INSS ficou assim:

 SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$) ALÍQUOTA PARA FINS DE RECOLHIMENTO AO INSS
 até 1.399,12  8%
 de 1.399,13 até 2.331,88  9%
 de 2.331,89 até 4.663,75  11 %

Os valores do salário-família passam a ser:

 SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$)  VALOR DO SALÁRIO-FAMÍLIA
 até 725,02  37,18
 de 725,03 até 1.089,72  26,20

Obs.: O novo salário mínimo a partir de 01/01/2015 é de R$ 788,00, conforme Decreto Presidencial n° 8.381 de 30/12/2014.

Para ver as orientações de como atualizar essas informações no JB Folha, acesse nosso wiki.

Por que é tão difícil liderar uma equipe?

Respondido por Gilberto Guimarães, especialista em gestão de pessoas

Líderes são essenciais e fazem a diferença em qualquer tipo de empresa. Liderar não é mandar, mas assumir a responsabilidade por todos liderados e ser percebido como aquele que vai permitir que cada integrante da equipe atinja seus objetivos.

É responsabilidade compartilhada entre líder e sua equipe. Em uma nova estrutura organizacional, o líder é como um maestro de uma sinfônica que precisa conduzir especialistas, definir e transmitir sua visão, fixar metas, mobilizar e incentivar. Mandar nunca mais. Ele não precisa ser o melhor músico, nem o virtuoso. O líder já não impõe o poder.

O trabalho do líder é conseguir trazer antagônicos para a sinergia, motivar os liderados a serem cooperativos e produtivos. O desafio é fazer especialistas solitários trabalharem produtivamente em equipes montadas segundo as complementaridades e necessidades das competências e preferências. É ajudar a criar a inovação e implantar as mudanças.

Para criar o novo é preciso encerrar o velho, desestabilizar, perturbar e fazer a “destruição criativa”. Liderar é influenciar e mobilizar as pessoas, para que desenvolvam motivação para fazer o que deve ser feito, com vontade e o máximo de seu potencial, para atingir os objetivos compartilhados fixados.

Uma longa lista de características e competências define um líder eficaz: visão para o futuro, capacidade de execução, caráter pessoal, ser estrategista, ter capacidade de inovar, de criar equipes, de gerenciar projetos, de controlar pessoas, ter bom-senso, inteligência emocional, além de outros fatores. Fala-se também muito em estilo e carisma.

Liderança inspira e empolga, mas é importante também que o líder tenha consciência que liderança é responsabilidade. Não podem ser permissivos nem culpar os outros. Líderes eficazes assumem a responsabilidade final e não temem os subordinados.

Valorizam sua equipe e cercam-se de pessoas independentes e autoconfiantes. Liderança é confiança e respeito. Segundo Peter Drucker, o líder eficaz sabe que a tarefa suprema da liderança é a criação de um significado que justifique e valorize cada ação, cada objetivo, todo e qualquer trabalho.

Liderar é ter coragem de tomar decisões, escolher os melhores e descartar opções inadequadas. É estar atento, aprender a se antecipar aos acontecimentos, saber ouvir e planejar. É formar e desenvolver equipes e talentos, permitindo que as pessoas tenham liberdade para atuar e para estabelecer seus métodos de trabalho e permitir que sintam que seu trabalho tem um significado e que elas são úteis e importantes.

Líderes positivos e flexíveis acreditam nas pessoas como “chave do sucesso”, aceitam e perdoam erros, pois sabem que o medo atrofia a criatividade e o espírito inovador. Também estabelecem padrões e expectativas bem altas, acompanhando de perto seu atingimento, mas reconhecem e agradecem quando sua equipe tem um desempenho excepcional. Eles também sabem que devem se tornar a principal fonte de inspiração e admiração de sua equipe.

Compreender a nova estrutura organizacional, bem como o conceito e significado exato do termo liderança é essencial para que o desafio de liderar uma equipe seja atenuado e o sucesso alcançado.

Gilberto Guimarães é professor da BSP – Business School São Paulo.

Fonte: http://exame.abril.com.br acesso em 09/01/2015